Parceria x Autonomia

No domingo fui assistir a Shangai Symphony Orchestra no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, foi minha primeira vez num espetáculo como esse.

Enquanto ouvia e observava o trabalho de tantos componentes da sinfonia eu não conseguia parar de pensar como poderia aproveitar o evento para falar sobre parceria.

Semana passada fui surpreendida pela primeira vez em toda minha vida profissional por uma colega de trabalho, dizendo que eu não estava sendo parceira em um projeto em comum e que ela entendia parceria como “Parceria é discutir junto as ideias e definir junto o rumo… tudo deve haver um feedback, se as coisas não ocorrem, não há parceria…São duas pessoas caminhando em paralelo e não na mesma direção.

A coisa toda foi tão fora do esperado para mim que tive que fazer uma análise mais profunda e descobri qual era meu entendimento sobre  parceria, decidi compartilhar com você, caro leitor, não porque acredite ser minha definição a mais completa ou verdadeira, mas porque entendo que muitas vezes recebemos acusações ou falta de compreensão mais ampla de chefes, de colegas e até mesmo de subordinados e nos pegamos nos sentindo como um “ET , como se a humanidade comungasse daquela ideia e sem refletir sobre a acusação, somos levados à perda ou diminuição de auto estima ou auto confiança.

Minha definição é:” o sentido de parceria para mim é muito mais amplo. Parceria é sim quando temos um objetivo em comum e caminhamos na mesma direção, mas é mais que isso. É poder somar com o nosso conhecimento ainda que ele aparentemente não esteja presente o tempo todo, é apoiar nas dificuldades quando elas são ditas, é perceber onde podemos agregar um para outro, é mostrar o nosso jeito de fazer as coisas que pode não ser o jeito perfeito, mas se gera resultado, porque não tentar? E se outro tem um jeito melhor porque não ensinar? Parceria para mim é ser paciente e ter confiança, é checar o que cada um entendeu e ir ajustando o que for preciso para potencializar ambos. É ser leve nas críticas e não tentar provar toda sua competência e reconhecimento ou que sua forma é melhor, mas sim convidar à experimentar. Estamos sempre aprendendo e ensinando e precisamos entender a lógica do funcionamento do outro onde ele pode ajudá-lo e a humildade de perceber que por mais que você tenha experiência ou seja tecnicamente melhor, você ainda pode aprender coisas novas em um jeito diferente do seu e não ficar contabilizando se está assumindo mais ou menos em determinado momento do trabalho ou projeto, mais ou menos responsabilidades, porque em alguma hora isso pode reverter e você precisar de apoio que seja assumido pelo outro o que você não poderá fazer naquele momento. Cobrar do outro sim, mas ajudando a chegar junto e não querer provar que outro falha, erra, se desliga tanto quanto você.

E pensando novamente na sinfonia que assisti ontem, vemos que existem componentes que aparentemente pouco fazem no conjunto de músicos, alguns deles chegam a ter a participação na apresentação menor que 10%, tocam 1 instrumento apenas uns poucos segundos em uma apresentação de 2 horas! Mas se ele não estivesse ali, será que teria sido tão bonito assim? Tão completo?  Me chamou atenção um desses músicos com os braços cruzados durante a apresentação e muitas vezes virava a partitura algum tempo depois da maioria.


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Shangai Symphony Orchestra

Estaria ele sem acompanhar ou caminhando em paralelo sem chegar ao objetivo comum? É claro que NÃO! Alguém pode chegar a excelência sem estar envolvido e comprometido? Mas precisa necessariamente estar no mesmo compasso? Precisa estar atuante o tempo todo como os demais para mostrar que quer o mesmo?

Porque será que perturbou tanto minha colega de trabalho, ao ponto de dizer que eu não estava envolvida, acompanhando todos os detalhes dos e-mails como se eu não quisesse chegar ao mesmo objetivo em comum?

Veja, muitas vezes em um início de projeto o seu tempo não é o mesmo que das outras pessoas, as suas necessidades não são as mesmas e o fato de você ter características diferentes dos outros não significa que elas não terão seu papel no projeto e que ele muitas vezes pode ser apenas o “plim” final que fecha com imenso brilhantismo e que se não tivesse deixaria uma sensação de falta. Parcerias são feitas para complementarem-se e não para realizarem tudo na mesma medida do mesmo jeito como se não quisesse explorar o outro. Se você faz mais e melhor do que muitos, não significa que faria tudo bem sozinho, ou então, não precisaria aceitar a companhia de outros. Há pessoas com imensas habilidades que tocariam projetos fantásticos até mesmo sozinhos, e podem pensar, para que eu preciso de alguém se sei fazer tudo? Engano ou muita prepotência, pois muitas vezes nessas situações recebemos coisas que nem mesmo nos damos conta do outro, o próprio contato e dificuldades que temos ao trabalhar juntos pode estar lapidando toda sua excelência sem mesmo você se dar conta! Para mim, ainda continua sendo um desafio trabalhar com alguém tão diferente do meu estilo, mas ainda que doa eu prefiro, por que são nesses momentos que crescemos. Por ser dona do meu próprio negócio, eu poderia abrir mão desse sofrimento, não sou obrigada a tê-lo, posso como poucos, escolher o que combina mais e melhor comigo, mas acredito que se estou diante de uma pessoa que me dá essa chance de aprender a fazer diferente, ser mais cuidadosa, mais atenta, mais envolvida, por que dispensar?

A verdade que muitos encaram essas situações de discussão, de colocação de suas competências à prova como uma grande M_ _ _ _ _ que a vida te deu. Eu prefiro pegar as M_ _ _ _ _ S que a vida dá e transformar em adubo para meu sucesso! Obrigada querida colega por isso!

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Em que estágio como Coach você está?

Em que estágio como Coach você está?

Essa semana eu encontrei uma informação muito interessante que ajudará meus Mentorados de Coaching e outros novatos nessa prática, a identificar em que estágio se encontram. E isso, me parece importante para que se possa entender que tudo tem um momento e que precisamos fazer bem cada etapa de um processo onde se constrói uma nova carreira.

Eis aqui o resumo baseado em parte do livro que ainda não foi publicado no Brasil e uma adaptação à atividade de Coaching.

“Million Dollar Practice: Building a Successful Business That Makes a Difference  ou Prática de um milhão de Dólares :  Usando sua experiência para construir um negócio que faz a diferença”

Os sete estágios da prática do Coach

Fase 1: Estudante ( Formações nas grandes Instituições de Coaching)
Sua carreira começa como um estudante perseguindo o seu diploma ou certificado em sua área de foco e que está desenvolvendo o conhecimento necessário para se preparar para sua missão de fazer a diferença no mundo. O objetivo de desenvolvimento do aluno é “desenvolver a confiança no valor do que você aprendeu.” Esta fase é marcada por um nível de conforto, alguns acham difícil ir além. Profissionais muitas vezes voltam a este estágio quando se deparam com obstáculos ou entram em conflito “. Eu preciso voltar para a escola” “Eu preciso de mais treinamento”.

Fase 2: Estagiário ( pró-bonus – atendimento para prática)
Você é um estagiário quando se forma a partir da certificação (no caso de Coaches) e estão focados em ganhar experiência. Aqui o objetivo do desenvolvimento é “desenvolver a confiança em sua capacidade de fornecer um valor excepcional.” O nível estagiário é atingido quando tiver entregue com êxito excepcional valor para, pelo menos, cinco processos de clientes (Coachees). Não é necessário ser pago por seus esforços, neste nível. O que é importante é que você recebe um feedback positivo que afirma sua capacidade de oferecer serviços eficazes aos seus clientes.

Fase 3: Aprendiz
Aqui é onde você começa a ser pago. Você sabe que você é um aprendiz quando você está finalmente ganhando alguma remuneração através de sua profissão escolhida, de forma consistente. Este nível pode ser alcançado simultaneamente com a fase dois. O objetivo de desenvolvimento do aprendiz é “desenvolver a confiança em sua capacidade de receber o pagamento por seus serviços.”

Fase 4: Practitioner
Este é o primeiro estágio de tempo integral na prática. Seus esforços estão projetados para construir sua prática (do Coaching) para o ponto onde você pode parar com seu trabalho atual. Alguns podem pensar que sair do seu trabalho atual mais cedo para trabalhar em tempo integral na prática, dará uma vantagem tática para edificá-la. Mas isso não é necessariamente o caso. Muitas vezes isso pode criar tensão indevida e fará com que aja precipitadamente e de forma irregular, que por sua vez diminui a sua capacidade de entregar serviços de qualidade.  O objetivo da fase 4 é “desenvolver a confiança em sua capacidade de atender às suas necessidades financeiras básicas com a renda de sua prática.”

Etapa 5: Practitioner mestre
Nesta etapa você tem uma prática bem sucedida e está refinando o seu negócio, para coincidir com a sua visão. O objetivo de desenvolvimento do praticante mestre é “desenvolver a confiança em sua capacidade em obter clientes.” Você está confiante em sua capacidade de obter clientes, você só trabalha com seus clientes desejados, e você pode até ter uma lista de espera.

Fase 6: Mentor/Instrutor
Se você está na fase de Mentor, o seu foco é “desenvolver a confiança em sua capacidade de se inscrever efetivamente grupos de pessoas e funcionar como um empreendedor.”

Fase 7: Líder
Nesta fase do jogo, seu objetivo é “desenvolver a confiança nos sistemas que você construiu para inscrever efetivamente participantes, bem como a construção de sua organização para o lugar que já não são necessários parar as operações do dia-a-dia.” Mas lembre-se: este não é o fim do jogo. Você nunca para de construir a sua prática. Você deve continuar a crescer e expandir a sua capacidade de servir o seu nicho escolhido. Não há limite para os graus de liderança e quão longe você pode expandir sua missão.

Mais uma vez, a progressão estabelecidas em Brian Whetten de Os Sete Estágios da Prática é projetado para colocar as coisas em perspectiva para que você possa ver onde você está, onde você quer ir, e os passos e investimento de tempo necessário para chegar lá. Então, onde está você agora?

Adaptado a partir dos sete estágios de prática de construção com a permissão de Brian Whetten, Ph.D., © Todos os direitos reservados.

Se você gostou desse assunto e quer saber mais faça um comentário abaixo.

Um grande abraço,

Katia Vega

Mentora de novos Coaches e Master Executive & Career Coach

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Mentoria de Coaches – 5 pontos para começar

Mentoria de Coaches

Eu trabalho como Coach de Carreira e como Mentora de novos Coaches. O que não deixa de ser uma forma de adaptar pessoas a uma nova profissão, que embora não seja uma profissão regulamentada por um órgão como tantas outras demais que conhecemos, é uma metodologia que pode ser aplicada por pessoas certificadas e que tenham feito isso em instituições sérias de preferência com respaldo internacional.

Semana passada eu recebi novos Coaches para iniciarem um processo de mentoria e alguns deles me fizeram a seguinte pergunta: Se qualquer um pode fazer uma formação em Coaching e pode atender, como meu cliente saberá que está sendo atendido por alguém que possa de fato ajudá-lo? Esse mercado pode algum dia terminar por mal uso das ferramentas aprendidas na formação? Essas perguntas me chamaram a atenção pois desde minha certificação inicial há quase 10 anos, estes são questionamentos frequentes.

Eu sempre respondo a esses questionamentos dizendo que qualquer ferramenta em qualquer profissão sendo utilizada por quem não pratica, por quem não tem uma postura profissional, pode sim, causar estragos, mas não se pode culpar a “faca por quem a feriu” As pessoas precisam saber escolher com quem vão trabalhar e hoje em dia uma referência não é muito difícil de encontrar.

5 Pontos que sempre abordo logo de início no processo de mentoria:

– Encare o Coaching como uma atividade profissional que é seu “carro chefe”. Se você não se sentir como Coach e não olhar essa atividade como negócio, dificilmente se tornará um Coach requisitado de agenda cheia.

– Estude, troque com outros Coaches suas dificuldades, forme grupos de estudo de casos e busque um Mentor ( mais experiente ) que possa ajudá-la nesse início de atendimento, essa atitude vai ajudá-lo a se sentir mais seguro.

– Você não precisa ser um expert no tema de necessidade de seu Coachee, mas precisa ter em mente que ferramentas ou técnicas pode ajudá-lo. Aprenda a fazer perguntas. Isso tem um extremo valor! Coach não resolve, Coach ajuda a encontrar as respostas através de perguntas bem elaboradas.

– Seja organizado, cuidadoso e respeitoso com tudo que fará e ouvirá antes, durante de depois da sessão/reunião de Coaching. Use mecanismos já existentes no mercado para isso. ( se tiver dúvidas nesse ponto, me pergunte)

– Receba bem seu Coachee, ainda que você não tenha um local com toda graça que você gostaria de receber, foque nos detalhes que tornam o ambiente acolhedor. Faça com que se sinta seguro, diferenciado desde o início, ainda que seja um pró-bonus ( gratuito).

Se você gostou dessas dicas ou quer saber mais sobre como se tornar um Coach de sucesso, deixe seu comentário, com sua opinião e suas sugestões de tema.

Katia Vega

Master Career & Life Coach

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